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Conferência IPR 2012: Crescendo na Graça!

Rev. Elias Medeiros na Igreja Presbiteriana do Araçagy – HOJE!

Pra quem está ligado nas notícias de São Luís, rola neste fim de semana Conferências da Igreja Presbiteriana do Renascença, com os renomados pastores e missionários Elias Medeiros, e Frans Leonard Schalkwijk. Ambos estão marcados na história da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Pois bem, temos o privilégio de anunciar que hoje (notícia de última hora!) O Rev. Elias Medeiros estará na Igreja Presbiteriana do Araçagy, para dar o estudo e bater um papo com quem estiver por lá.

Você está convidado! A Igreja Presbiteriana do Araçagy fica próxima à Gelito do Araçagy. Maiores informações podem ser obtidas pelo site, ou pelo celular 98 8204 3434.

Para saber mais sobre o Rev. Elias Medeiros, visite esta página.

O Credo Apostólico

1. Creio em Deus Pai, Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra.
2. Creio em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor,
3. o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da virgem Maria;
4. padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado;
5. desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia;
6. subiu ao céu; está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-Poderoso,
7. de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.
8. Creio no Espírito Santo;
9. na Santa Igreja universal; na comunhão dos Santos,
10. na remissão dos pecados;
11. na ressurreição do corpo;
12. na vida eterna.
Amém.

Uma oração

Para alimentar o nosso coração após termos estudado a oração do Pai nosso, eis algo que vale ser visto, ouvido, e orado.

Ele não está tão a fim de você [4]

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Como a Escritura lida com tais ídolos

A queda do homem, descrita em Gn. 3, redirecionou a sua adoração. O foco Teorreferente foi alterado, e a centralidade de Deus substituída pela do “Eu”. O pastor Wadislau Gomes, falando sobre Adão e Eva, afirma que a entrada do pecado na história humana produziu consequências como “as obras da carne, em forma de defensividade (esconder-se de Deus, vestes protetivas) e auto-realização (fizeram roupas para si mesmos) e, finalmente, rebelião (a mulher que Tu me deste)”1.

O ídolo-mor, por assim dizer, em contraste com o Deus eterno, é o Eu. O movimento bíblico é um de negação de si mesmo em direção a Deus2. Isso não significa um processo de despersonalização e massificação – os cristãos não são uma multidão sem rosto, mas indivíduos em comunidade. De fato, apenas com a redenção operada por Jesus o Eu encontra o seu lugar e a identidade humana é adequadamente estabelecida.

O Eu não está sozinho. Para sua satisfação, é blindado ou acompanhado de servos – ídolos menores que também direcionam pensamentos e comportamentos. Na idolatria do Eu, Gigi e Mary se submetem ao ídolo “alguém” – para que a sua satisfação seja plena, precisam ter alguém ao seu lado. Tal submissão promove os comportamentos observados acima. Da mesma maneira, Alex busca adorar ao Eu, que estabelece como sub-ídolo a idéia de preservação e defesa. Deste modo, ele alimenta o Eu e sua defesa ao desenvolver relacionamentos superficiais e viver em uma postura cínica a respeito do amor. Conor e Anna idolatram subsidiariamente outra pessoa, respectivamente Anna e Ben. Por isso, sua idéia de alegria e plenitude está escravizada à presença do outro. Neil considera mais importante sua “filosofia de relacionamentos”, do que o relacionamento real com Beth, e, por seu ídolo, acaba se separando momentaneamente dela. Beth idealiza o casamento, pensando que sua segurança estará ali. Janine idolatra o controle.

Para cada ídolo e comportamento a Escritura promove compreensão e respostas adequadas. Analisar e tratar cada ídolo, pensamento e comportamento, embora seja trabalho interessante, tornaria esta análise por demais extensa, e poderia desviar o leitor do fluxo geral de pensamento, a saber, a identificação do ídolo mais básico no coração – a raiz da idolatria – e a necessidade de tratar este, sob pena de as transformações operadas em outros níveis serem frágeis e superficiais. Por isso, a descrição aqui será apenas do ídolo maior, e a perspectiva bíblica a respeito dele.

Cada personagem possui individualidade e manifestações própria de idolatria, além de sub-ídolos particulares. Mas todos estão submetidos ao mesmo ídolo central do coração: o Eu. Deus nos criou para um relacionamento verdadeiro e intenso com Ele, e a partir desta moldura conceitual e existencial, os demais relacionamentos se daria em uma base segura e saudável.

As expressões pecaminosas de Gigi e cia. se dão porque o fundamento de sua identidade, propósito e satisfação estão deslocadas do lugar correto. Quando eles observarem o relacionamento com Deus como central, e tiverem o coração regenerado pelo Espírito Santo, poderão experimentar existencialmente as transformações em sua cosmovisão e prática. À medida que sua identidade for mais firmada em Jesus e em Sua obra completa na cruz, menos desejo haverá de se reconhecer em um relacionamento amoroso. À medida que sua segurança for mais estabelecida no Deus trino, menos sensações de angústia e temor atingirão aqueles que ainda não casaram. À medida que sua satisfação estiver mais em Deus, buscarão menos pessoas para preencher os vazios de alegria e lhes dar algum prazer. À medida que tiverem maior senso de propósito no Senhor, perceberão os demais relacionamentos como cumprimentos de uma vocação secundária diante da vocação primordial de adorar e dar glórias a Deus em tudo3.

A chave, então, para o tratamento de cada personagem de “Ele não está tão a fim de você”, e também de todos os indivíduos que se encontram nessa situação, é a percepção e vivência de um relacionamento verdadeiro com Deus, através de Jesus, e a compreensão dos desdobramentos disso. Como resultado, a pessoa terá firmada em seu coração o foco adequado – o Deus da Bíblia – e experimentará segurança, alegria, identidade, propósito e satisfação. Ao experimentar estes elementos, terá liberdade para se relacionar com outras pessoas em uma base verdadeira: a da adoração a Deus e do amor ao próximo. Nesta base adequada, os relacionamentos não funcionarão como instrumentos de realização pessoal ou auto-afirmação, mas como oportunidades de serviço e compartilhamento de vida, como momentos legítimos para vivenciar o amor.

Conclusão

Ele não está tão a fim de você retrata milhares de homens e mulheres em nosso tempo. Têm suas lutas, encontros e desencontros. A mensagem final do filme busca resgatar alguma idéia de esperança, embora o filme não nos apresente algo sólido para fundamentar tal expectativa. A mentalidade existencialista parece viver com base no salto: não é necessário racionalidade para sustentar nossos sonhos, pois se assim fosse estaríamos no patamar da objetividade, onde tudo é frio e distante, e onde a vida não tem sentido. Assim, é preciso saltar para um lugar onde o sonho e a esperança são sentidos, ainda que sem fundamento: o lugar da irracionalidade agradável.

A Bíblia nos fornece um lugar onde o sonho e a esperança têm fundamento, onde o relacionamento primordial nos dá tudo o que precisamos, e onde há lugar legítimo para o amor ao outro. Ouvindo a Escritura, somos levados a observar este mundo como o palco da glória de Deus, onde ele age na vida de homens e mulheres comuns, primeiro dando graça para uma nova experiência, e depois alimentando o amor e seus relacionamentos com o que há de melhor. Não há ilusão – homens e mulheres continuarão pecando e se desiludindo mutuamente – , mas quando o coração está em Deus, a forma de lidar com tudo isso é inteiramente diferente.

A Deus toda a glória.

Ele não está tão a fim de você [3]

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Relacionamentos e os ídolos do coração

Provavelmente o modo comum de perceber os fenômenos acima é dar ênfase sobre os problemas imediatamente percebidos, que funcionam mais como sintomas do que como a doença percebida de maneira completa. Nesta abordagem fragmentada, alguém poderia sugerir modos de trabalhar a paciência em Gigi, ou a segurança em Conor, ou ainda uma abertura maior em Alex. Seriam utilizadas técnicas e estratégias para lidar com tais dificuldades, mas a questão persistente é: o problema seria verdadeiramente resolvido?

A Escritura ensina sobre a complexidade do ser humano. Os desafios e lutas percebidos, geralmente vêm em um pacote mais amplo, que envolve não apenas a prática externamente percebida, mas uma dinâmica interna que aponta para um “ídolo do coração” – algo que dirige os pensamentos e o comportamento, atuando como um deus funcional. Nessa perspectiva, o coração, e não apenas as práticas das personagens, é alvo de observação e tratamento – existe algo por trás da ansiedade de Gigi? O que leva Neil a fugir do casamento formal? Por que Janine é tão controladora? A descrição no tópico anterior indica como as personagens encaravam os relacionamentos, e nos permite contemplar ídolos que os afastam de uma vida plena e satisfeita. Tentaremos descrever os ídolos como máximas de vida – percepções que direcionam a identidade, segurança, satisfação, propósito e felicidade.

Gigi parece viver sob a máxima “só serei feliz quando encontrar alguém”. O seu desejo constante, e sua busca pela satisfação relacional promovem uma vida marcada por ansiedade, obsessão, expectativas frustradas, decepção e desespero.

Alex caminha sob o moto “serei feliz ao não me envolver inteiramente com ninguém”. O desejo de proteção e o medo de sofrer criam um escudo feito de cinismo, superficialidade e pragmatismo.

Para Conor a felicidade está em Anna. Sua máxima de vida é “serei feliz quando estiver com Anna”. Por isso vive em função dela, submetendo-se à sua agenda e aos seus caprichos, nunca confrontado-a nem expressando descontentamento.

Mary baseia sua felicidade na concretude de um relacionamento. Como Gigi, ela pensa que será feliz apenas quando encontrar alguém, e quando este alguém não for virtual, mas físico. Para isso, continua investindo ansiosamente no mundo virtual, a fim de encontrar quem saia do monitor para tocá-la.

A satisfação e o conforto de Anna, bem como sua identidade estão atrelados ao desejo de ficar com Ben. Nele repousa o seu coração. Por isso subverte os padrões morais e põe em cheque um casamento a fim de ter seu desejo satisfeito.

De maneira semelhante, bem atropela os padrões morais por um objetivo “maior”. Seu ídolo tem a ver com a liberdade de conquistar mulheres e viver fora dos laços de um casamento. Ele vive sob a declaração “eu serei feliz quando tiver a liberdade de um solteiro”.

Janine põe sua felicidade sobre o controle. Seu coração descansa no perfeccionismo e avaliação dos mínimos detalhes. Seu lema parece ser “serei feliz quando puder controlar todas as variáveis do relacionamento”.

Para Beth, a realização está assentada na segurança do casamento. Ela só se sentirá plena e segura quando tiver a aliança no dedo.

Neil repousa sua felicidade sobre a auto-afirmação de relacionamentos desvinculados de compromissos formais. “Serei feliz sem precisar do matrimônio ou qualquer folha de papel”, pensa ele. Para isso, sua atitude caminha rumo ao egoísmo, sem considerar Beth, seus sonhos e desejos.

Ele não está tão a fim de você [2]

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Situações

O filme conta a história de nove personagens em seus dilemas amorosos: Gigi, Alex, Conor, Anna, Ben, Janine, Mary, Beth e Neil. O diretor Ken Kwapis afirmou que muito de seu interesse na obra está no fato de que ele se percebeu em cada personagem, por já ter cometido erros semelhantes1.

O relato de Ken possibilita uma leitura mais abrangente da obra. Conquanto o observador possa ser tentado a perceber o filme como uma descrição de “nove tipos de pessoas”, tal redução seria incongruente com a complexidade dos indivíduos. Neste sentido, a fala do diretor possibilita perceber que um mesmo sujeito pode ter características de todas as personagens. Melhor do que falar de tipos de pessoas, é usar a categoria “situações”, pois deste modo alguém pode se encontrar em lugares superpostos, apresentados por vários atores e atrizes do filme.

Considerando, então, tais situações, é possível tratar mais detalhadamente do perfil traçado em cada personagem.

Gigi narra o filme. É a personagem que parece ter descoberto o segredo dos relacionamentos – quando um homem não liga no dia seguinte, ele não está tão a fim de você. É marcada por um romantismo forte, beirando a obsessividade; é esperançosa, ansiosa, e vive intensamente o drama de ser amada ou rejeitada. O telefone é o instrumento que plasma sua obsessão – ele está ao lado dela no banho, nas aulas de ioga, e é observado continuamente, sempre na expectativa de que alguém ligue. O telefone é o instrumento de aproximação entre ela e Alex, o seu mentor relacional.

Alex é a voz que diz “ele não está tão a fim de você”. Gerente de um bar/restaurante, e experiente na arte de relacionamentos rápidos, ele observa as pessoas e dali formula suas concepções a respeito dos vínculos entre homens e mulheres. A observação da falsidade e superficialidade, além das experiências pessoais, contribuíram para que desenvolvesse um caráter cínico e desconfiado: Alex nunca se entrega inteiramente, e não acredita de maneira plena nos relacionamentos. Pelo contrário, usa-os de modo pragmático, divertindo-se e satisfazendo “necessidades” sem assumir compromissos maiores. Vive nessa postura defensiva, sem perceber o auto-engano e insensibilidade que tem desenvolvido, por isso fala com aparente indiferença e honestidade. Alex e Gigi se conhecem quando ela vai atrás de Conor.

Amigo de Alex, Conor é um corretor de imóveis em busca de estabilidade na vida. É o “cara legal”, sempre à disposição, mas continuamente em segundo plano. Tem pouca iniciativa, e assim acaba levado pelas circunstâncias. Não é ele quem define a página onde serão anunciados os seus serviços como corretor – Mary o faz – e sua paixão por Anna o cega e trava. Conor parece demonstrar dependência e medo de rejeição, por isso nunca toma uma postura firme com relação a esta, e por isso é usado. Acredita nos relacionamentos e busca o casamento, mas sempre com a marca da insegurança e timidez.

Existem alguns links na vida de Conor. É amigo de Alex, apaixonado por Anna, saiu com Gigi, e usa os serviços publicitários de Mary. Esta última tem o perfil mais tecnológico dos nove. Trabalha em um jornal, na seção de anúncios e publicidade, e assim faz a divulgação de Conor como corretor. Ë criativa e romântica, como se percebe em seus conselhos à amiga Anna. Vive em busca de um relacionamento concreto, mas sua procura está confinada ao mundo virtual. Conhece pessoas e com elas conversa através de myspace, e-mail, blackberry messenger, instrumentos de bate-papo em tempo real, mas nada palpável. Alimenta a esperança de encontrar alguém, mas às vezes demonstra o seu cansaço, ansiedade e desespero. Sua criatividade e conexão não são suficientes para lhe envolver em um link real com alguém.

Anna, a amiga aconselhada por Mary, é também uma pessoa romântica. Contudo, expressa com sutileza um caráter de dependência que se manifesta na manipulação de Conor. Ela conhece e se apaixona por Ben, mas sempre que rejeitada por este, busca reafirmação ou satisfação em Conor, que sempre está disponível. Sua perspectiva parece ser de compensação, sempre mantendo alguém de backup para não estar só, mas nunca assumindo uma postura e um compromisso efetivos. Envolve-se com um homem casado, e com tal prática levanta a questão sobre seu caráter e paixão. Ao perceber o fracasso da iniciativa, tenta se envolver mais intensamente com Conor, mas logo que sabe do seu projeto de vida, não consegue manter o compromisso.

O homem casado com quem Anna se envolve é Ben. Envolvido em um relacionamento longo, decidiu casar, e agora experimenta frustração e desânimo. Revela a seu amigo Neil que nenhum homem deseja casar, e que fica pensando em todas as outras mulheres com quem gostaria de estar. Na mesma cena troca – a la ato falho freudiano – a palavra “casamento” por “funeral”, demonstrando sua real percepção do matrimônio. É decepcionado, e assim pouco a pouco vive a mentira de um relacionamento superficial. Tem pouco diálogo com a esposa, e está desprotegido diante das tentações de fora. Assim, conhece Anna e a rejeita em princípio, mas pouco a pouco vai se aproximando, até experimentar a infidelidade e as suas consequências. Finalmente, se torna um cínico, completamente fechado para relacionamentos honestos, e entregue ao hedonismo.

A esposa de Ben se chama Janine. Experimenta no dia a dia os conflitos de um casamento superficial. É amiga de Gigi e Beth, e ajuda a aconselhá-las e lhes dar esperança, mas ela tem pouca para si. Seu perfil é controlador, cuidando tão minuciosamente dos detalhes da reforma de sua casa, que transpõe tal postura para o casamento. Vive a cobrar e desconfiar de seu marido quanto ao fumo, e não desenvolve com ele uma intimidade sexual saudável. Ao saber da infidelidade de Ben, ainda pensa que é o seu esforço que salvará a relação, mas entrega tudo quando descobre um maço de cigarro nas roupas dele. Ao que parece, a infidelidade é problema menor que a perda do controle. O seu fim é o isolamento, retratado pelo filme como uma reconstrução, mas sem bases firmes de esperança. É irônico perceber a edificação da casa e a destruição do lar no retrato deste casal. À medida que sua casa é reformada e ajustada, seu casamento é destruído. Finalmente, quando a casa fica pronta, o relacionamento se vai, em um contraste tocante.

Beth trabalha com Janine e Gigi. É alguém estável, paciente, e esperançosa. Vive em um relacionamento de longa data com Neil, morando junto a ele e partilhando de uma vida de casal, sem casamento. Sonha com o dia em que o vínculo será formalizado, e assim demonstra idealizar o casamento como o lugar da segurança e estabilidade. Percebendo que seus sonhos não devem se concretizar, separa-se de Neil, mas logo percebe que os maridos formais não são tão amorosos quanto o seu companheiro. Assim, abre mão de seu projeto matrimonial para voltar ao parceiro.

Finalmente, o parceiro de Beth é Neil. Um homem confiável e amoroso, mas cético a respeito do casamento. Sua filosofia é a de que tal formalização é desnecessária, e de que os relacionamentos desvinculados de compromissos formais são mais autênticos. Tenta ser consistente com sua perspectiva, saindo de casa quando confrontado por Beth. Quando esta abre mão da exigência, ele decide também abrir mão da sua, e finalmente a pede em casamento.

Ao fim do filme os casais estão formados: Gigi se envolve com Alex, Conor com Mary e Neil se casa com Beth. Ben e Janine se separam – aquele não fica nem com sua esposa, nem com a amante Anna. Estes três seguem sozinhos, um vivendo a inconstância infantil, a outra buscando reconstrução após um casamento destruído, e a terceira buscando identidade em religiões esotéricas.

Ele não está tão a fim de você [1]

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Quais as regras para um relacionamento saudável? Como interpretar os sinais e se comportar de modo adequado para um envolvimento firme e duradouro? Por que ter esperança quanto aos relacionamentos? Quão bom é o casamento?

Essas e outras questões são levantadas na obra “Ele não está tão a fim de você”, dirigida por Ken Kwapis, e estrelada por nomes como Jennifer Aniston, Drew Barrymore, Justin Long, Ben Affleck, Scarlet Johansson e Bradley Cooper. A obra é tratada como uma comédia romântica diferenciada, por não dar certeza a respeito da união dos casais e do fim – isto fica claro quando o encerramento demonstra que nem todos se dão bem1. É essencialmente uma obra sobre relacionamentos, erros e acertos, e as dúvidas que as pessoas experimentam hoje.

Cosmovisões e premissas

O filme trabalha a partir de premissas contemporâneas sobre uma ética relacional. O pensamento pós-moderno, com sua ruptura de valores firmes e fluidez dinâmica, determina o modo como os relacionamentos são pensados e experimentados. Práticas como “ficar”, “morar junto”, “homossexualismo” e “sexo livre” são retratadas com relativa normalidade, provavelmente com a medida de aceitação da sociedade atual.

Não há de se questionar se o filme busca defender ou condenar tais práticas. O mais provável é que ele apenas as retrate, como um espelho do que acontece nos relacionamentos em geral. Uma leitura sociológica mais ampla perceberá que a ética sexual tem sofrido grandes transformações, na medida em que o paradigma judaico-cristão tem sido relativizado e abandonado, e outras cosmovisões têm tomado o seu lugar.

O vácuo ou o enterramento de uma visão bíblica do mundo, dá lugar a hedonismo, narcisismo, pragmatismo e cinismo – todos presentes nas personagens do filme. Observar a realidade apresentada e voltar os olhos para a sociedade atual, é reconhecer a necessidade de questionar a matriz de interpretação dos relacionamentos. O que ela tem promovido?

O filme demonstra a confusão de sentimentos, expectativas e identidades, revelando a fragilidade da antropologia formada no vazio das Escrituras. A pós-modernidade é era de incertezas e da busca do eu, mas em fontes relativas e na ausência de verdade – o que configura uma busca eterna sem sucesso, e o seu consequente direcionamento ao desespero.

As crises apresentadas na obra são cada vez mais comuns, não apenas como expressão da fragilidade humana partilhada por todos, mas também como resultado de uma era fragmentada no autoconhecimento, e na percepção da Verdade. Tivessem um norte absoluto, e muitos erros e crises seriam evitados.

Pipoca&Bíblia: Ele não está tão a fim de você

 

Pipoca&Bíblia é uma iniciativa que busca desenvolver a apreciação artística, o agradecimento a Deus pela graça comum, e o discernimento bíblico da cultura, analisando as cosmovisões e premissas presentes nas expressões artísticas a partir da sempre atual Palavra de Deus.

O filme “Ele não está tão a fim de você”, dirigido por Ken Kwapis, e com grande elenco, como Jennifer Aniston, Ben Affleck, Drew Barrymore, Scarlet Johansson e Justin Long, levanta grandes questões sobre homens, mulheres, e os relacionamentos em nosso tempo. Como podemos observá-los, e o que a Bíblia ensina sobre isso?

Vale a pena conferir o que vai rolar amanhã (16Jan2012) na IPA.

Todos convidados. Às 20h.

1 ano de IPA

Aí vai um breve documentário produzido pela equipe da IPA para o seu aniversário!

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